Valdirene, a Paranormal

Eduardo Dusek - A Arte de Eduardo Dusek - 2006

 

Só notaram quando já era tarde demais

Ela de mãos dadas com furacões e temporais (e temporais)

Seus amigos viviam a comentar (a comentar)

Pois sendo íntima do raio e do trovão

Vivia aos beijos com incêndios e destruição (e destruição, e destruição)

Mas tentou pôr o mundo contra ela (contra ela)

A mãe tentou empurrá-la na janela ( foi na janela)

Valdirene, então, olhando gelada pros dois

Lhes disse "sumam! Nós nos veremos depois."

O pobre pai acordou no Himalaia

E a pobre mãe na conferencia de raia

Valdirene, louca, em casa a gargalhar

Dizendo "enfim, cada qual no seu lugar"

 

Valdirene, vendaval, uma paixão brutal assim

Não é normal, é uma fúria irracional

Esquisitona, paranormal

 

Enquanto ela pensava na liberdade (na liberdade)

Levou uma bofetada sem ver viva-alma e sem estar com vontade (Menor vontade)

E nesse instante se pôs a declarar

"Tenho poderes, e vou pô-los pra funcionar,

O que eu quero é ele, pra vocês não há mais lugar.

Mamãe, papai, eu vou me juntar"

 

Valdirene, vendaval, uma paixão brutal assim

Não é normal, é uma fúria irracional

Esquisitona, paranormal

 

Valdirene, vendaval, uma paixão brutal assim

Não, não é normal, é uma fúria irracional

Esquisitona, paranormal

 

Sua paixão nua, vil, colenta e crua

Dominou as ruas daquele lugar

Todos foram embora, mudos de pavor

Deixando a sós, Valdirene e seu horroroso amor

(Paranormal)

Amor

(Paranormal)

Amorrrrrrrrrrrrrr.......